Os Agentes Mirins Ambientais do contraturno da Escola Senador estão começaram uma nova etapa de atividades voltadas à educação ambiental. Desta vez, a proposta é colocar a compostagem em prática e acompanhar de perto o caminho que os resíduos orgânicos podem percorrer dentro da própria escola.
Com as turmas, a equipe da Sala Verde elaborou vasos compostores que serão utilizados para receber parte dos resíduos orgânicos gerados pela merenda escolar, ou seja, aqueles restos que resultam do que é consumido pelos próprios estudantes e pela comunidade escolar.
A ideia é que os alunos não apenas conheçam o conceito de compostagem, mas possam visualizar o processo, participar das etapas e cuidar do sistema ao longo do tempo, acompanhando as transformações até a produção do adubo. Quando estiver pronto, esse material poderá ser utilizado para adubar a horta da escola, fechando um ciclo que começa na alimentação e retorna para o cultivo.
A atividade também terá continuidade com os Agentes Mirins Ambientais da ASPUME, que participarão do plantio de mudas. Dessa forma, os estudantes poderão acompanhar outra etapa desse ciclo e perceber a relação entre os resíduos orgânicos, a produção de adubo, o solo e o crescimento das plantas.
Pensar o caminho dos resíduos
A atividade dá continuidade a um trabalho que já vinha sendo desenvolvido com os Agentes Mirins. No semestre passado, os estudantes visitaram a Unidade de Triagem e passaram a conhecer mais de perto o caminho percorrido pelos resíduos, desde o descarte até a triagem dos materiais.
Agora, a proposta é ampliar esse olhar.
Se antes os alunos puderam conhecer o que acontece com os resíduos depois que eles saem da escola, a compostagem propõe uma pergunta diferente: e quando o resíduo orgânico pode ter outro caminho?
Ao construir e cuidar dos vasos compostores, os estudantes são convidados a pensar sobre possibilidades de aproveitamento dos resíduos que fazem parte da rotina escolar. Em vez de tratar o resíduo orgânico apenas como algo que precisa ser descartado, a atividade permite observar o que acontece quando ele é separado e encaminhado para um processo de compostagem.
Educação ambiental que continua depois da atividade
O acompanhamento dos vasos compostores também é parte importante da proposta. Os estudantes poderão observar as mudanças ao longo do tempo, compreender as condições necessárias para o funcionamento do sistema e perceber que a compostagem é um processo que exige acompanhamento e cuidado.
Com essa atividade, os Agentes Mirins têm a oportunidade de acompanhar um ciclo completo: o alimento é consumido, o resíduo orgânico é separado, passa pelo processo de compostagem, vira adubo e pode retornar à horta da escola. É uma forma de aproximar a educação ambiental da rotina dos estudantes e mostrar que novas soluções para os resíduos podem começar justamente nos espaços que eles frequentam todos os dias.

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